A Polícia Civil refez, nesse sábado (21), os possíveis passos que antecederam a morte do jovem indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, na região do Papajari, em Amajari. A reprodução simulada foi conduzida pelo Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida.
De acordo com o perito criminal Sttefani, a equipe foi acionada para reconstruir a possível dinâmica dos fatos e trabalham, atualmente, com três linhas principais de investigação.
“Nós estamos incluindo e excluindo hipóteses. Algumas hipóteses já foram excluídas e algumas hipóteses, duas ou três, incluídas e a equipe está trabalhando nessas hipóteses agora para confirmar ou excluir. Nós temos três linhas aqui de investigação, os vestígios que nos levando a confirmar algumas linhas, mas nós não temos nada ainda 100% concluído. Vamos continuar o trabalho depois do dia para a gente fechar toda a cadeia de eventos e tentar estabelecer uma dinâmica para esse fato”, explicou.
Gabriel estava desaparecido desde 31 de janeiro e foi visto pela última vez durante uma festa na Comunidade Indígena Juracy. O corpo foi localizado no dia 10 de fevereiro por moradores e familiares, em uma área próxima à rodovia, a cerca de 26 quilômetros da RR-203.
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A atividade contou com a presença do delegado-geral da PCRR, Luciano Silvestre, do diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, delegado Márcio Amorim, e do secretário de Segurança Pública, Vinícius Souza, além de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e do Conselho Indígena de Roraima. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Pacaraima, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.
Indígenas mantêm mobilização e cobram respostas
Na sexta-feira (20), após quatro dias de protestos, lideranças indígenas divulgaram carta de repúdio cobrando investigação rigorosa e responsabilização pela morte de Gabriel. O documento foi lido durante ato na Terra Indígena Araçá e afirma que ainda não houve esclarecimentos suficientes sobre as circunstâncias da morte.
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