Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou que o Brasil e a Argentina serão os principais países fornecedores de carne bovina importada pelo seu governo, uma iniciativa que visa enfrentar o aumento dos preços para os consumidores americanos. Segundo Trump, a carne oriunda desses dois países possui alta qualidade e cumpre com os rigorosos critérios de inspeção estabelecidos pelos Estados Unidos.
Essa informação foi revelada durante uma cerimônia na Casa Branca, onde Trump assinou duas ordens executivas focadas no setor de pecuária do país. Quando questionado por repórteres sobre os países que forneceriam a carne mencionada nas novas medidas, ele citou especificamente o Brasil e a Argentina.
“A carne vem da Argentina e do Brasil, entre outros locais. Temos inspetores nesses países. O produto é muito limpo e de excelente qualidade”, afirmou o presidente.
Trump acrescentou que as importações serão limitadas, pois os pecuaristas americanos ainda podem atender grande parte da demanda interna. O objetivo é ampliar temporariamente a oferta no mercado para ajudar a estabilizar os preços enquanto o rebanho nacional se recupera.
“Podem existir outros fornecedores, mas neste momento estamos focando principalmente na Argentina e no Brasil. Essa ação será bastante restrita porque nossos pecuaristas têm capacidade para atender ao mercado”, esclareceu.
Cota adicional de carne
A administração Biden anunciou uma cota temporária adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida. Esta decisão foi tomada em resposta à escassez da oferta interna e ao aumento dos preços da carne no mercado americano.
Até o momento, não havia informações sobre quais países seriam responsáveis pela entrega dessa quantidade extra. Com as declarações de Trump, Brasil e Argentina se destacam como as principais fontes dessa carne que complementará a produção americana.
Conforme destacou o presidente, essa estratégia visa proporcionar alívio tanto para os consumidores quanto para os produtores rurais.
“Nossos pecuaristas realmente necessitavam de um apoio e estão ansiosos para ver uma queda nos preços”, comentou.
Brasil ganha espaço no mercado americano
O reconhecimento do Brasil como um dos principais fornecedores da nova cota posiciona o país em destaque no cenário global da carne bovina. O Brasil figura entre os maiores produtores e exportadores desse produto e mantém os Estados Unidos como um mercado estratégico para suas vendas externas.
Essa decisão ocorre em um momento crítico, onde a pressão sobre os preços da carne nos EUA aumentou devido à diminuição do rebanho doméstico, que tem limitado a oferta disponível.
Com a ampliação das importações por tempo determinado, o governo americano espera aumentar a disponibilidade de carne no mercado, contribuindo assim para a redução dos preços pagos pelos consumidores.
Governo americano amplia regras de identificação da carne
Além do lançamento da nova cota de importação, Trump também anunciou uma ordem executiva que visa aumentar a identificação da origem da carne bovina comercializada nos Estados Unidos.
A proposta estabelece que as carnes bovinas estrangeiras devem ser rotuladas conforme seu país de origem. A iniciativa pretende proporcionar maior transparência aos consumidores americanos sobre a procedência dos produtos que adquirem.
O conjunto de medidas anunciadas pela Casa Branca também inclui alterações nas normas relacionadas ao processamento de carnes e iniciativas voltadas ao suporte dos pecuaristas locais.
Assim sendo, essa estratégia combina uma elevação temporária na oferta através das importações com ações destinadas a reforçar a produção interna. Para Brasil e Argentina, essa abertura adicional no mercado americano representa uma oportunidade valiosa para expandir suas exportações de carne bovina aos Estados Unidos.
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